Em torno de 1750 a .C., uma catástrofe ocorreu em Creta ( não se sabe ao certo o que foi mas os historiadores acham que foi um terremoto ou uma explosão vulcânica)e soterrou os palácios reais. Sobre estas ruínas, o rei Minos ,no século XVI, construiu outros palácios de igual beleza, como o palácio de Cnossos. Foram os arquitetos Dédalo e Ícaro que o fizeram a mando de Minos.
O palácio era enorme, compreendia salas do trono, teatro para espetáculos, torneios e touradas, ..., tinha vários fins e, a construção, de quatro ou cinco andares, contava com 1300 divisões. O pátio central tinha mais de 10.000 m2. Era habitado pela família real, funcionários e servos.
Há uma interessante lenda sobre o palácio de Cnossos:
"Segundo a lenda, os gregos de Atenas haviam matado um dos filhos do rei cretense. Para se vingarem dos atenienses, os cretenses declararam guerra à Atenas e venceram. Exigiram dos vencidos que todos os anos mandassem sete moças e sete rapazes para acalmar a fome do Minotauro.
Dizia-se que desse labirinto ninguém conseguia sair, pois era impossível achar a saída. Mas um rapaz grego, de nome Teseu, resolveu enfrentar o monstro do labirinto. Foi secretamente ajudado pela jovem Ariadne, filha do rei Minos, que lhe deu um novelo de linha para que ele fosse desenrolando no labirinto e, assim, conseguisse achar o caminho de volta.
Teseu lutou bravamente com o touro, conseguiu matá-lo e sair do labirinto. A lenda permaneceu viva na memória do povo grego por muito tempo."
Minotauro era um monstro da mitologia grega, que tinha o corpo de homem e cabeça de touro. Era filho do rei Minos e da rainha Pasífae.
Os cretenses habitavam a ilha desde os tempos pré-históricos. Pertenciam aos povos mediterrâneos, não sendo semitas nem indo-europeus, então, não são descendentes dos mesmos povos da Grécia. Eram pequenos, morenos, ágeis, cabelos longos, lábios e nariz grossos. Vestiam-se com elegância e muitas jóias.
Pintura cretense, tendo como cor principal o vermelho
Eram um povo festivo e levavam uma vida alegre. Quase não havia distinção entre as classes sociais. Tanto os homens quanto as mulheres dedicavam muito do seu tempo aos jogos, exercício físicos ao ar livre, pugilismo, luta de gladiadores, corridas, torneios, desfiles e touradas. Realizações do povo cretense:









A arte cretense mostra grande influência dos povos do Oriente Próximo, tem como características a vitalidade, originalidade, graciosidade e espontaneidade, mostrando um povo independente, que não usava sua arte para satisfazer classes dominantes e religiosas. Suas figuras humanas normalmente tinham a cabeça e as pernas em perfil e os olhos e o corpo de frente. Seus artistas conseguiam exprimir movimentos de grande força, como a fúria de um animal selvagem e também a delicadeza do movimento de um peixe.
Arte cretense cheia de fantasia, vida , delicadeza, graciosidade e originalidade, expressando o gênio de um povo acostumado à independência. Os artistas eram capazes de representar o momento de fúria de um touro ou o suave movimento de um polvo. Os artesãos trabalhavam a cerâmica, o ouro, a prata, o bronze, com os quais faziam lindas peças e objetos de adorno.
Os cretenses no campo artístico só foram superados pelos gregos.
Cnossos tornou-se o centro político da ilha de Creta, sendo que, o chefe político era um rei-sacerdote, com diversos poderes, entre eles o religioso, administrativo e de juiz supremo, podendo governar de forma absoluta.
A religião era monástica e matriarcal. A maior atração religiosa era a Deusa-Mãe, que era considerada a deusa da fecundidade, da maternidade, da terra e dos homens. Representava o bem e o mal ao mesmo tempo. Era também a senhora dos animais e a ela eram consagrados os pássaros, leões e serpentes.
"A presença da mulher em exibições perigosas e de grande habilidade e também nas festas aparece em diversas pinturas em cerâmicas e nos afrescos.
pintura cretense, homem usando espcie de avental cavado nas laterais, principio da cueca masculina
Baseado em Franco di Trondo, La Storia e I suol Problemi, Loescher Editore, Torino , Itália.
Em sua homenagem, o povo organizava festividades, jogos, torneios, touradas em que os rapazes se exibiam em perigosos exercícios ginásticos, mas sem matar o touro, pois o consideravam um animal sagrado.
Também tinham outras divindades que viviam rodeadas de pássaros, de serpentes, de touros ou de seres fantásticos com corpo humano e cabeça de animal, lembrando o Minotauro. Praticavam o culto dos mortos, enterrados com alimentos, ferramentas e objetos de adorno.
fonte: members.tripod.com
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